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Mais um dia passado, depois de
uma merecida refeição lá se vão vendo as notícias do nosso Portugal. Escândalos
políticos, corrupção na polícia, pais que batem nos filhos, filhos que batem
nos pais, tudo e mais alguma coisa, realmente nada como um bom telejornal para
ajudar a digerir farnel que já me chegou frio ao prato depois de ter estado parado
para lá de meia hora no transito…
Bem mas
tirando o tradicional enjoo pós jantar, saltaram-me à vista as belas medidas tomadas
pelo nosso governo. Para começar não posso deixar de referir a genial “ideia”
do desarmamento voluntário, realmente o nosso governo não podia ter estado
melhor é que se virmos bem mata dois coelhos de uma só cajadada. Por um lado
faz com que as armas ilegais sejam entregues por outro recicla as mesmas
armando a P.J. a P.S.P e a GNR que realmente bem precisam. A opinião pública é
que parece não concordar uma vez que apenas 25% dos inquiridos estão a favor. Ponderando
bem estes 25% devem coincidir com o pessoal que ganha a vida por vias
alternativas, de legalidade duvidosa, uma vez que tirando as armas aos
indefesos "portugas" que tentam ganhar a vida honestamente até lhes facilitamos
o serviço. Meras coincidências matemáticas, talvez… Mas em fim “portuguesmente”
pensado não é das piores medidas dos últimos tempos.
Mais uma
das fantásticas medidas do nosso governo é o encerramento de maternidades, pois
segundo o nosso Primeiro-Ministro, maternidades que não apresentem todas as
condições necessárias as futuras mamãs devem de ser encerradas. Até está certo,
para que arranjar as maternidades se é muito mais fácil fechá-las, só faz com
que o desemprego na saúde aumente “ligeiramente” e que alguns pretendentes a
“portugas” nasçam em Badajoz. A isto é que se chama sorte a nascença…
Bem já me esquecia, é que parece que
vamos ter um novo casino; nem tudo é mau, já viram. Parque das nações, belo
sítio para um casino sim senhor, boa escolha. Afinal há desculpa para não haver
dinheiro para as maternidades, é que “portuguesmente” pensado o casino sai bem
mais em conta, porque pode ser que cá venham uns “camones” e deixem por lá uns
trocos é que “portugas” em casinos só na cabeça do nosso governo…

“Portuguesmente” pensando, um ilustre senhor de seu nome Afonso Henriques resolveu revoltar-se contra a sua mãe, dando início à formação desta grande nação Portuguesa.
Por muito que me custe admitir nunca se foi muito longe pensando “portuguesmente”, por isso não e de estranhar que um país que já foi um império se encontre no estado em que está. Um país que serviu de berço a Vasco da Gama, que descobriu caminho marítimo para a índia está agora apetrechado com meia dúzia de canoas a que chamamos navios de guerra e que nem com muito esforço fazem a viagem a Marrocos. Um país que teve cantoras como a Amália, conhecida mundialmente, tem como grandes músicos nacionais uns jovens que saíram de uma escola de teatro e que se limitam a dançar e saltar. Enfim um país em que o bom senso dá lugar ao “portuguesmente” pensado, em que não é beneficiado o bom cidadão que paga as suas dividas e cumpre as leis, mas por sua vez o amigo do conhecido que fura o sistema vivendo a sua vida calmamente e que deixa para os outros aquilo que lhe compete fazer.
Então e não tem acontecido nada de bom para o país nesta nossa triste actualidade portuguesa? Tem sim senhor, parece que os nossos irmãos espanhóis estão a investir em Portugal. Realmente não amor como o amor de irmão, primeiro andamos a bulha para termos este bocado de chão e agora se não fossem eles nem a porcaria de uma estância turística como deve ser tínhamos. Coitado do irmão rebelde que mandou a mãe para a terra dos pais, deve ter dado com cada volta no tumulo…
Bem isto não há de ser nada, pois "portuguesmente" pensado estará cá sempre alguém que faça isto ir para a frente e se não tiver, pelo andar da carruagem qualquer dia somos espanhóis outra vez e pode ser que isto melhor, ou não…
. Alcoolémia vs Sinistralid...